Sinergia entre escuta e leitura na nossa fruição de conteúdo audiovisual

Tradução minha, devidamente autorizada, da publicação da colega Julie Mondoloni no LinkedIN.

A imagem mostra legendagem num país multilingue, neste caso, a Bélgica.


📌O cérebro assimila melhor a informação quando lê E ouve.
Segundo Allan Paivio, psicólogo da cognição.
A sua teoria da dupla codificação explica que o nosso cérebro tem dois canais distintos:
→ Um canal verbal auditivo (aquilo que ouvimos)
→ Um canal verbal visual (aquilo que lemos)
Quando uma informação passa pelos dois canais em simultâneo, é mais bem compreendida e memorizada, e mais facilmente recuperada.
É exatamente isso que as legendas fazem.
Mas há outro mecanismo.
John Sweller demonstrou que a nossa memória de trabalho é limitada.
Uma palavra errada, um sotaque que incomoda, uma fala muito rápida… e desligamos.
As legendas compensam o que se perde nessa desligação, pois reduzem o esforço de descodificação e garantem a compreensão.
A University College London e a Netflix realizaram estudos sobre o assunto.
Resultado: muitos espectadores ativam as legendas mesmo na sua língua materna.
Não é por necessidade mas sim por conforto cognitivo.
Neurologicamente, são ativadas três áreas do cérebro quando lemos e ouvimos:
- Área de Broca (produção da linguagem)
- Área de Wernicke (compreensão)
- Córtex visual
Quanto mais áreas ativadas = mais profundo o processamento = melhor a retenção.
O impacto na formação e no marketing é direto:
→ E-learning: compreensão melhorada
→ Marketing de vídeo: memorização reforçada da mensagem
→ Público internacional: acessibilidade aumentada
→ Visualização sem som: envolvimento mantido
É por isso que os vídeos legendados rendem mais.

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