Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Poetry

RIP Luís Represas (1956-2026)

Imagem
Polímata ou Homem do Renascimento. Não digo que o talento deva abranger diversas áreas, mas o Luís deu-nos tanto! A composição inesquecível com o poema de Florbela Espanca, e este livrinho infantojuvenil, «A coragem de Tição», ilustrado por Catarina França e revisto por Manuel Coelho para a Dom Quixote / Leya. Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Áquem e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhas de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito! E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!  

Hellelil and Hildebrand + The Queen and The Soldier

Imagem
From BBC Culture :  Forget Romeo and Juliet or Rose and Jack: Frederic William Burton's achingly beautiful depiction of Hellelil and Hildebrand's last moment together will stay with you forever. So say the painting's many new fans on social media, where it has been stratospherically popular. Though it dates back to the 19th Century, a surge of TikTok videos about viewing The Meeting on the Turret Stairs – both online and in real life – has gone viral, describing the painting as "a breathless moment" and "life changing".  It might have been made the most vulgar thing in the world, [but] the artist has raised it to the highest pitch of refined emotion – George Eliot Painted in large, vivid swathes of red and blue, Burton's 1864 watercolour Hellelil and Hildebrand, The Meeting on the Turret Stairs boldly illustrates the couple's final tryst before Hildebrand's painful death. Here, the prince meets with the love of his life, Helleli...

My Year in Diets, by Brian Bilston.

Imagem
  Indeed, Octoblerone is my month! Thank you, dear Brian Bilston , and a Happy New Year to you. Let me just leave it here in readable form. My Year in Diets Veganuary Fibreuary Starch Cakepril MaycaroniCheese June&tonic Julicecream Augustickytoffeepudding Septembeer Octoblerone Doughvember Decemburger

As Mulheres – Daniel Faria

«As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões E muitas transformam-se em árvores cheias de ninhos - digo, As mulheres - ainda que as casas apresentem os telhados inclinados Ao peso dos pássaros que se abrigam. É à janela dos filhos que as mulheres respiram Sentadas nos degraus olhando para eles e muitas Transformam-se em escadas Muitas mulheres transformam-se em paisagens Em árvores cheias de crianças trepando que se penduram Nos ramos - no pescoço das mães - ainda que as árvores irradiem Cheias de rebentos As mulheres aspiram para dentro E geram continuamente. Transformam-se em pomares. Elas arrumam a casa Elas põem a mesa Ao redor do coração.»

On World Poetry Day

Imagem
 

By Vera Pavlova

𝑷𝒐𝒆𝒕𝒓𝒚 𝒔𝒉𝒐𝒖𝒍𝒅 𝒃𝒆 𝒘𝒓𝒊𝒕𝒕𝒆𝒏 𝒕𝒉𝒆 𝒘𝒂𝒚 𝒂𝒅𝒖𝒍𝒕𝒆𝒓𝒚 𝒊𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒎𝒊𝒕𝒕𝒆𝒅: 𝒐𝒏 𝒕𝒉𝒆 𝒓𝒖𝒏, 𝒐𝒏 𝒕𝒉𝒆 𝒔𝒍𝒚, 𝒅𝒖𝒓𝒊𝒏𝒈 𝒕𝒉𝒆 𝒕𝒊𝒎𝒆 𝒏𝒐𝒕 𝒂𝒄𝒄𝒐𝒖𝒏𝒕𝒆𝒅 𝒇𝒐𝒓. 𝑨𝒏𝒅 𝒕𝒉𝒆𝒏 𝒚𝒐𝒖 𝒄𝒐𝒎𝒆 𝒉𝒐𝒎𝒆, 𝒂𝒔 𝒊𝒇 𝒏𝒐𝒕𝒉𝒊𝒏𝒈 𝒆𝒗𝒆𝒓 𝒉𝒂𝒑𝒑𝒆𝒏𝒆𝒅. - Vera Pavlova

Boas Festas!

Imagem
by Brian Bilston

Maria Teresa Horta é uma das 100 Mulheres de 2024 para a BBC

Imagem
𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐓𝐞𝐫𝐞𝐬𝐚 𝐇𝐨𝐫𝐭𝐚, a nossa luminar, uma mulher belíssima de corpo inteiro que tanto nos tem dado, é uma das 100 Mulheres de 2024 para a BBC , linque nos comentários. Continuamos "para inglês ver," deslumbrados com "the Beeb" mas, sim, todo o reconhecimento e toda a visibilidade são poucas. Aqui sugiro o critério mais preguiçoso para ler e oferecer livros da autora (porque são todos ótimos, e todos das Publicações Dom Quixote Lda. / Grupo Leya ) Vão pelos nomes! Esperemos que venha por aí um intitulado 𝐒𝐮𝐬𝐚𝐧𝐚. Poet Writer and journalist Maria Teresa Horta is one of Portugal’s most prominent feminists and author of many award-winning books, but she is perhaps best known as co-author of the internationally acclaimed Novas Cartas Portuguesas (New Portuguese Letters), written with Maria Isabel Barreno and Maria Velho da Costa. The collec...

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Imagem
 

Poesia de Maria de Queiroz

Imagem
 

Ary dos Santos - 7 de Dezembro 1937 -18 de Janeiro 1984

  Tu que dormes a noite na calçada de relento Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento És meu irmão, amigo, és meu irmão. E tu que dormes só o pesadelo do ciúme Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume E sofres o Natal da solidão sem um queixume És meu irmão, amigo, és meu irmão. Natal é em Dezembro Mas em Maio pode ser Natal é em Setembro É quando um homem quiser Natal é quando nasce Uma vida a amanhecer Natal é sempre o fruto Que há no ventre da Mulher Tu que inventas ternura e brinquedos para dar Tu que inventas bonecas e comboios de luar E mentes ao teu filho por não os poderes comprar És meu irmão, amigo, és meu irmão. E tu que vês na montra a tua fome, que eu não sei Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei És meu irmão, amigo, és meu irmão.   Ary dos Santos. Quando Um Homem Quiser. In. As Palavra das Cantigas

Hot weather

Imagem
  From Days Like These , Brian Bilston    

Traduzir Poesia, de Valter Hugo Mãe

  Adoraria traduzir uns poemas de poetas que tanto admiro e não consigo. Fico às voltas com a elasticidade dos conceitos, de como uma coisa pode ser ligeiramente outra coisa, e não posso decidir. Tenho sempre a convicção de que destruo o poema original, forçando-o a ser o que quero e não aquilo que é. Que levianos, prepotentes ou mentirosos podem ser, então, os tradutores? Será necessária uma pouca-vergonha qualquer para que avancem sem remorso por sobre o texto alheio? Agradeço a cada um a versão na minha Língua, única onde propendo para algum conforto, que nunca é minimamente completo nem estável. Mas cobiço a bravura de não se inibirem. Cobiço a capacidade de decisão, sabendo que uns instantes depois de fechar o seu trabalho regressam as dúvidas, a descoberta de outros termos, outra formulação que talvez dissesse com maior fidelidade o que o poeta quis dizer. Ando há anos com alguns livros na mira. Anoto tantas versões possíveis que meus papéis mais parecem obras ...

Poema aos homens constipados

Pachos na testa, terço na mão, Uma botija, chá de limão, Zaragatoas, vinho com mel, Três aspirinas, creme na pele Grito de medo, chamo a mulher. Ai Lurdes que vou morrer. Mede-me a febre, olha-me a goela, Cala os miúdos, fecha a janela, Não quero canja, nem a salada, Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada. Se tu sonhasses como me sinto, Já vejo a morte nunca te minto, Já vejo o inferno, chamas, diabos, Anjos estranhos, cornos e rabos, Vejo demónios nas suas danças Tigres sem listras, bodes sem tranças Choros de coruja, risos de grilo Ai Lurdes, Lurdes fica comigo Não é o pingo de uma torneira, Põe-me a Santinha à cabeceira, Compõe-me a colcha, Fala ao prior, Pousa o Jesus no cobertor. Chama o Doutor, passa a chamada, Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada. Faz-me tisana e pão de ló, Não te levantes que fico só, Aqui sozinho a apodrecer, Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.   António Lobo Antunes, (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

Aniversário da morte de Ary dos Santos

Imagem
 

Feliz Natal

Imagem

Fear

It is said that before entering the sea a river trembles with fear. She looks back at the path she has traveled, from the peaks of the mountains, the long winding road crossing forests and villages. And in front of her, she sees an ocean so vast, that to enter there seems nothing more than to disappear forever. But there is no other way. The river can not go back. Nobody can go back. To go back is impossible in existence. The river needs to take the risk of entering the ocean because only then will fear disappear, because that’s where the river will know it’s not about disappearing into the ocean, but of becoming the ocean.   by Khalil Gibran

Irregularities of English Spelling and Pronunciation

  The Chaos by Charivarius (Gerard Nolst Trenité - 1870-1946) Dearest creature in Creation , Studying English pronunciation, I will teach you in my verse Sounds like corpse, corps, horse , and worse . I will keep you, Susy, busy , Make your head with heat grow dizzy; Tear in eye, your dress you'll tear ; So shall I! Oh, hear my prayer . Pray , console your loving poet, Make my coat look new , dear, sew it! Just compare heart, beard , and heard , Dies and diet , lord and word . Sword and sward , retain and Britain (Mind the latter, how it's written!) Made has not the sound of bade , Say-said, pay-paid, laid , but plaid . Now I surely will not plague you With such words as vague and ague , But be careful how you speak, Say break, steak , but bleak and streak . Previous, precious, fuchsia, via; Pipe, snipe, recipe and choir , Cloven, oven; how and low ; Script, receipt; shoe, poem, toe . Hear me say, devoid of trickery: Daughter, laughter and Terpsichore,...

The Animal I Keep in the Cage of My Bones

by Leah Falk For the body Alan Turing, age 16 is a machine, sharing its eyes with the horse and the cinemascope, blood with the gas engine, fountain pen. What have I in common with other living things? The moment a dinosaur’s jaw cracked in two — one half snapping birdlike, the other ground to powder. We have that. We have the objects in this room where a billion years have come and laid down on the tile, seeping out the screen door and down the garden drain. This parlor: dresser scarf — ashtray — good light for reading — easy chairs with ribbing. Moonstone bust of a mother, a child rising out of her, mountain from slip-strike. Although it hurts me, out of a living line, out of stone or meat, I choose myself again, again that is one of me , here where my carriage grew vertical, where my fists forgot the heavy ground. But your body, wedge, remembered. Cartridge leaking...

Abril!

Imagem
"Aquele que na hora da vitória respeitou o vencido Aquele que deu tudo e não pediu a paga Aquele que na hora da ganância Perdeu o apetite Aquele que amou os outros e por isso Não colaborou com a sua ignorância ou vício Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida» como antes dele mas também por ele Pessoa disse" Sophia de Mello Breyner Andresen, dedicado a Salgueiro Maia