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Yesteryear – devorado em três dias, está mesmo a pedir um exercício de tradução.

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É tudo o que se espera da descrição que corre por aí, e muito mais. Há séculos que não lia nada tão americano (estadunidense, como afinal deve dizer-se), ou que faça jus àquela que ainda é a cultura mais importada por Portugal. A autora Caro Claire Burke tem um podcast intitulado Diabolical Lies , que remonta a 2024 e, recentemente, falou desta obra. Traduzi dois excertos.   Pela frincha da porta do meu quarto, entra uma onda de riso de rapazinhos. As crianças estavam ao fundo do corredor, a tomar o pequeno-almoço. Fechei os olhos, senti os ritmos da minha casa como batimento cardíaco. A Ama Louise – uma dádiva divina para a nossa família – estava ao fogão a fazer panquecas. A produtora Shannon – o meu braço-direito – estava perto do lava-louça, a preparar o equipamento de vídeo para um longo dia de trabalho. O Stetson e o Samuel – os meus queridos homenzinhos – estavam à mesa, num jogo sonolento de puxa e empurra. A Clementine – a minha mais velha, a menina que me fez mãe –...